Medo de Amar – Marcelo Cezar

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Título: Medo de Amar
Pscicografia: Marcelo Cezar
Ditado por Marco Aurélio
Editora: Vida & Consciência
Páginas:368
Edição: 2ª
Sinopse:
Todos nós estamos à procura da felicidade e da realização dos anseios de nossa alma. Queremos a paz, o amor e o sucesso. Mas muitos de nós ainda não compreendem que tudo isso depende do modo como investimos o nosso poder de crer no bem. Pensamos ilusoriamente que o mal tem força, sem notar que somos nós que estamos dando força a ele. A título de defesa contra as maldades dos outros, enveredamos pelos caminhos da frieza, da agressividade, da condenação, da crítica e do desamor, terminando solitários e carentes de humanidade. Fechamos as portas de nosso espírito e perdemos a luz da vida que nos anima. A carência é filha do nosso egoísmo e buscamos erradamente saciá-la nos entregando à conquista das coisas materiais. Queremos a riqueza, o luxo e o poder, na ilusão de nos sentirmos preenchidos, mas o resultado sempre é desastroso, pois a posse das coisas externas não substitui o amor reprimido. Dar poder só ao bem é o único modo de conseguir vencer o egoísmo e realizar os objetivos amorosos de nossa alma, vencendo finalmente o Medo de Amar.
Originalmente lançado em 2.004 e com mais de 50.000 exemplares vendidos, este romance mediúnico ganha nova versão revista e atualizada, com notas explicativas, nova diagramação, formato e capa. Totalmente diferente da irmã Marinês, Maria Lucia é arrogante, egoísta, ambiciosa e fútil, desejando a todo custo o luxo, a riqueza e o poder. Descontente com a situação financeira de seu namorado, Maria Lucia decide terminar o relacionamento e ficar amiga de uma antiga colega de escola, herdeira de uma rica família, para conquistar seu irmão Eduardo e, assim, alcançar o status com que tanto sonhou. Entretanto o encontro de Eduardo com sua irmã Marinês desperta neles o verdadeiro amor, fazendo com que Maria Lúcia tome atitudes impensadas que culminarão em resultados desastrosos.
Minha opinião:
Esse é o terceiro livro do Marcelo Cezar que eu leio. O estilo de escrita se mantém, mas a qualidade sobe significativamente, ganham uma complexidade gostosa de acompanhar e que gera aquela ansiedade para continuar lendo, sabe? Foi um livro que eu não consegui parar de ler até terminar. Varei a madrugada feliz!
A história dos personagens é muito rica, e os personagens são multifacetados, com qualidades e defeitos, momentos de grande coragem e momentos de covardia. Muito humanos, sabe? E isso resulta em uma identificação com eles. Um pensamento de: podia ser eu aqui. Três personagens compõe o centro da história, e são os mais desenvolvidos: Maria Lúcia, Marinês e Henrique. Maria Lúcia faz qualquer coisa por dinheiro, Henrique vive em conflito com sua homossexualidade, e Marinês precisa a aprender a não agradar os outros e ser quem deseja ser por ela mesma. Juntos, muitas lições são vividas. Algumas são aprendidas, outras ficam para a próxima.
Nas entrelinhas percebemos o quanto o autor espiritual buscou mostrar que o dinheiro e o que ele traz (poder, luxo)  permite a satisfação de necessidades materiais, mas pouco faz pelas nossas necessidades morais e espirituais. Dinheiro não traz felicidade, e a história nos permite compreender o por que.
Recomendo muito a leitura e, certamente entrou na minha lista de romances espíritas favoritos, pois há muito o que se pode estudar nele.
E você, já leu esse livro? O que achou?
Por June Alves
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Vamos Agradecer!

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Imagem: Google.

Humildade

Senhor, fazei com que eu aceite
minha pobreza tal como sempre foi.

Que não sinta o que não tenho.
Não lamente o que podia ter
e se perdeu por caminhos errados
e nunca mais voltou.

Dai, Senhor, que minha humildade
seja como a chuva desejada
caindo mansa,
longa noite escura
numa terra sedenta
e num telhado velho.

Que eu possa agradecer a Vós,
minha cama estreita,
minhas coisinhas pobres,
minha casa de chão,
pedras e tábuas remontadas.
E ter sempre um feixe de lenha
debaixo do meu fogão de taipa,
e acender, eu mesma,
o fogo alegre da minha casa
na manhã de um novo dia que começa.

Cora Coralina

Agradecer o que se tem, o que se pode ter ou o que não se tem é reflexo de como levamos a vida. Quantas vezes reclamei por algo que gostaria de ter tido ou vivido e posteriormente percebi a impossibilidade ou incoerência dos meus anseios, ou outras tantas que conclui ser inapta aos planos tão bem arquitetados no âmbito dos sonhos.
Ser grata me parece dádiva conquistada na ventura de sorrisos após lágrimas de inconformismo. É um olhar atento para os presentes escondidos nas gavetas do tempo, é gravar na memória a alegria da possibilidade de recomeçar e ter esperança no porvir.
Em situações de negação dos fatos precisamos analisar em que contexto estamos  nos posicionando, nas bases firmes da realidade ou na areia movediça da ilusão.
O espírito Miramez comenta a questão 535 do Livro dos Espíritos em Filosofia Espírita Volume XI Cap 25 sobre a importância de ser grato: “A gratidão é o ponto alto que o coração pode atingir, pois é irradiação do próprio amor. O agradecimento é, ainda, a demonstração de educação. O que recebes, que vem ao teu encontro por diversas linhas de manifestações, é permissão de Deus. Ele, o Senhor do Universo, é onisciente e sabe de antemão o de que mais necessitamos para o nosso bem-estar.”

Fico feliz por ser mais grata hoje que ontem!
E agradeço por aprendermos juntos a trilhar o bom caminho!

Por Alexandra Paes

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Tatuagens e modificações corporais

O programa jornalístico Mundo Maior Repórter, da TV Mundo Maior, apresentou em 2015 uma reportagem dedicada à Tatuagens e modificações corporais, e a visão espírita sobre o assunto. A reportagem conta histórias como a de Fernando Oliveira, o homem mais tatuado do Brasil, e Valeria Lukyanova, a Barbie humana, o repórter busca informações que possam nos esclarecer melhor.

Com a participação dos escritores e oradores espíritas Marcos Paulo Augusto, Richard Simonetti, Sebastião Camargo, do médico e psicanalista Marcos Sibinelli, de líderes religiosos, além de pesquisadores sobre o tema e especialistas como dermatologistas, a reportagem é rica em informações.

Afinal, como o espiritismo enxerga tatuagens e modificações corporais? Será que a tatuagem deixa marca no perispírito? Existe mesmo o Vale dos Tatuados?

Os quatro vídeos abaixo podem te ajudar a compreender melhor o assunto.

Abraços,

June Alves de Arruda

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O que importa é o Amor – Marcelo Cézar

O que importa é o amor
Título: O que importa é o Amor
Pscicografia: Marcelo Cezar
Ditado por Marco Aurélio
Editora: Vida & Consciência
Páginas: 396
Edição: 1ª (6ª reimpressão)
Sinopse:
Magnólia é uma mulher que, como muita gente, enxerga a vida de maneira negativa. Atormentada por seus medos, preconceitos e maledicência, é incapaz de enxergar a beleza da vida. Ela não percebe que tudo aquilo a que dá importância, seja bom ou ruim, passa a fazer parte do seu dia a dia. Quando acredita na força do mal, está alimentando essa energia dentro dela. Sob essa influência, o medo anula sua ousadia, cria empecilhos para seu progresso, atraindo tudo o que Magnólia mais teme.
Contudo, o mal é temporário e a evolução é fatal. A vida transforma erros em experiência e melhora o nível das nossas escolhas. Aprendemos que só o bem é real e capaz de nos proporcionar uma vida melhor. Magnólia entendeu essa verdade e descobriu que a coragem e o amor verdadeiro são essenciais para a conquista da felicidade.
Considerações:
Os livros de Marcelo Cezar costumam prezar por uma linguagem atual e que flua bem. Este mantém o padrão em terminei em algumas horas. Os personagens se desenvolvem com um pouco de complexidade (não muita), mas o suficiente para que a história tenha um encadeamento lógico. O livro passa do ponto ao repetir incessantemente as lições sobre pessimismo e negatividade, talvez uma tentativa de reforçar muito a importância de orar e vigiar os próprios pensamentos, o que me deixou muito tentada a pular partes de alguns diálogos, especialmente as da Magnólia. Fiquei tentada mas resisti bravamente e li cada uma das muitas lições direcionadas às “Magnolias” da vida.
Mas se o livro peca pelo excesso na primeira parte, ele compensa quando o foco da história passa para a “nova geração” cujos personagens se revelam muito interessantes, mais complexos e a história bem encadeada.É quase como se fossem dois livros completamente diferentes unidos em um. Na segunda parte encontramos lições diversas (e todas na dose certa), experiências onde podemos nos enxergar ou enxergar pessoas que conhecemos emocionam na medida certa. Homossexualidade, amor não correspondido, medo de amar, rejeição de si mesmo, amor próprio, obesidade, preconceitos, encontros e desencontros. Uma delícia de ler e muito o que aprender.
Recomenda bastante. E você, já leu esse livro? O que achou?
ALERTA: Este livro contém gatilho de estupro, então caso o tema seja sensível para você, não leia, ok?
Por June Alves
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Existenciais

Tirinhas existenciais

A existência humana é permeada por vários momentos de carência e fantasias, e isto faz parte da vida. As carências afetivas nos dão a dimensão da convivência, da importância do outro como alguém que nos afeta. As fantasias nos fazem sonhar acordados, embalam sonhos, possíveis e impossíveis. Mas a vontade de dançar é tribal, é instintiva. Quando assistimos alguém dançar e admiramos temos a sensação de flutuar, de que a vida está em suspenso. Há uma empatia fantasiosa. Quem dança, com ou sem conhecimento dos passos, experimenta a coragem de se deixar levar pela música, exercita a flexibilidade, o desapego da perfeição e o gozo de se fundir com a música. Quem se abre para dançar com a vida, abre-se ao inusitado.

Fernanda Ramos Martins

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PIPER – Descobrindo a vida

Viver é um aprendizado constante. Descobrir novos lugares, novas formas de fazer as mesmas coisas, pessoas que pensam diferente de você… São muitas descobertas incríveis. Mas enfrentar o desconhecido também pode ser aterrorizante. Erramos, calculamos mal, não entendemos direito algumas coisas que acontecem. É preciso abrir a mente e o coração, e com a disposição de aprendiz, da nossa criança interior, nos dispormos a ir descobrindo cada dia um pouco mais.
O curta abaixo, é da Pixar, e conta a história de Piper, um passarinho bebê que está saindo do ninho pela primeira vez. Com a ajuda da mãe e novos amiguinhos, ele vai tentar vencer seus medos e descobrir novas formas de achar comida!
Ah! Assistam até o final, pois tem cena pós-crédito! =D

Abraços,

June Alves de Arruda

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Livro: O Amor é para os Fortes – Marcelo Cezar

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Título: O Amor é para os Fortes
Psicografia: Marcelo Cezar
Ditado por Marco Aurélio
Editora: EVD
Páginas: 258
Edição: 1ª (11ª reimpressão)
Sinopse:
O Amor é para os Fortes, nos ensina que não existe a relação perfeita, mas sim, a relação possível. Edgar é um jovem romântico, apaixonado por sua esposa Denise, que não o ama e está emocionalmente envolvida com Leandro, um bem sucedido executivo carioca, casado com Letícia, que só se relaciona com Denise em busca da intimidade que não existe mais em seu casamento. Por meio de uma história envolvente, passada nos tempos atuais, o romance retrata as ilusões afetivas na busca de uma relação perfeita, e mostra que é na relação possível que a alma vive as experiências mais sublimes, decifra os mistérios do coração e entende que o amor é destinado tão somente aos fortes de espírito.
 
Considerações:
A leitura desse livro é rápida e flui muito bem. Terminei em 4 horas (mas eu sou rata de livros, rsrsrs). A história tem tudo para brilhar, mas autor exagera na necessidade de usar um linguajar simples e propõe situações para as quais conseguimos rapidamente antever o final. Consequentemente ele não surpreende. Os personagens são superficiais e monocromáticos. Carregam o antigo de conceito de mocinhos e bandidos. Falta a complexidade característica dos seres humanos. Somos espíritos imortais em processo de aprendizagem, evoluindo pouco a pouco ao longo do tempo. Em alguns momentos somos mocinhos, em outros somos bandidos. A mesma pessoa que odeia alguém pode ser capaz de amar ardentemente outro. Aquele que não consegue perdoar uma falta do irmão, pode ser compreensivo com outra pessoa. Somos assim, complexos. E parece que o autor esqueceu isso. Portanto os personagens “malvados” são assim 100% do tempo, exceto, às vezes, em um momento de arrependimento. Os mocinhos são bons até a raiz.
A história explora as noções de ação e consequência, amor, respeito, obsessão, adultério, perdão. Duas importantes lições me saltam aos olhos e tocam meu coração nesse livro: a necessidade do equilíbrio e diálogo honesto dentro das relações amorosas. Recomendo principalmente para iniciantes e simpatizantes da Doutrina Espírita, ou a todos que gostem de romances espíritas mais simples.
 
Por June Alves
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