Espírita é um ser político

O homem é um ser político. Logo, o espírita é um ser político.

A política é exercida nas casas espíritas, e não há mal nisso, sempre em prol da construção de lideranças e encaminhamento de propostas de trabalhos.

Há, porém, uma descontinuidade desta prática quando levamos a discussão para a esfera social do nosso cotidiano.

Por um lado, nestes tempos de eleições, não há sentido fazer campanhas políticas pelos corredores ou dos púlpitos das casas espíritas. Por outro lado o movimento espírita precisa dialogar com a sociedade, e participar da vida política é um caminho, para que possamos levar a nossa mensagem pelo exemplo e pelas causas defendidas.

É bom refletirmos que não há por parte dos espíritas, com exceções, é claro, uma postura pró-ativa em ter candidatos que representem o movimento e a Doutrina Espírita. Não temos um candidato que vá aos espaços da mídia para divulgação de nomes e campanhas e diga: Sou espírita, tenho uma conduta e plataforma calcadas nos preceitos da Doutrina Espírita. Eu preciso do seu voto.

Por que o espírita se omite? Por que a doutrina abraçada não pode ser uma bandeira de luta em prol do próximo dentro do universo da representação política?

Faltam respostas, sobram pistas.

É lícito, e natural, que seguimentos específicos elejam seus representantes. Estamos em vida terrena para aprendermos com as experiências, não para nos isolarmos socialmente. Por outro lado o eleito não deve, por questões éticas atuar apenas em prol daquele seguimento que o elegeu, mas isto é uma postura ética que está além de origens e paradigmas religiosos-doutrinários.

Há dúvidas, por parte dos  candidatos que emergiram do movimento espírita, se assumir uma identidade com o movimento espírita espantaria votos de simpatizantes de outras religiões. Outra dúvida é se os espíritas votariam em um candidato espírita.

Temos espíritas assumidos na política dando exemplo e divulgando a Doutrina. Em recentes acontecimentos um parlamentar espírita, assumido publicamente, liderou a discussão contra a legalização do aborto no Brasil. Temos compromissos com tudo que acreditamos e defendemos isto inclui a Doutrina abraçada e, portanto vai além das portas das casas espíritas.

Kardec falou que uma das maiores caridades que podemos fazer é divulgar a Doutrina que abraçamos.

Queremos eleger um representante do movimento espírita que tenha sua postura, atos e palavras pautados nos paradigmas do espiritismo.

Mas para isso ter a densidade necessária é preciso que o candidato assuma: Sou espírita e preciso do seu voto.

GruDDE-Grupo de Divulgação da Doutrina Espírita

grudde@gmail.com

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