Os Opostos

Mafalda

“… Como continuassem a interrogá-lo, ele se ergueu e lhes disse: Aquele dentre vós que estiver sem pecado, lhe atire a primeira pedra. Depois, abaixando-se de novo, continuou a escrever sobre a terra…”  (Capítulo 10, item 12.)

Admitindo nossos lados positivo e negativo, em outras palavras, nossa ―polaridade‖, passaremos a observar nossa ambivalência, rejeitando assim as barreiras que nos impedem de ser autênticos. Urge que reconheçamos nossa condição humana de pessoas em processo de desenvolvimento evolucional.
Ao assumirmos, porém, nossos ―opostos‖ como elementos naturais da estrutura humana (egoísmo-desinteresse, dominação-submissão, adulação-aversão, ciúme-indiferença, malícia, ingenuidade, vaidade-desmazelo, apego-apatia), aprendemos a não nos comportar como o pêndulo – ora num extremo, ora A balança volta sempre ao ponto de equilíbrio, e é justamente essa a nossa meta de aprendizagem na Terra. Nem avareza, nem esbanjamento, nem preguiça, nem super entusiasmo, nem tanto lá, nem tanto cá, tudo com ―equanimidade‖, isto é, dando igual importância aos lados, a fim de acharmos o meio-termo.
As polaridades unidas formam a totalidade, ou a unidade, mesmo porque nossa visão depende de ambas as partes unidas, para que nossas observações e estruturas não sejam claudicantes. Em suma, unir as polaridades em nossa consciência nos torna unos ou seres totais. no outro.(Livro: Renovando atitudes, capitulo Os opostos, espírito Hamed, psicografia de Francisco do Espírito Santo)

Por costume, ou crenças, cultivamos o medo do que há de obscuro em nós, escondemos os aspectos negativos por receio que as pessoas nos critiquem ou nos rejeitem ou não nos amem mais. Por anos as religiões ocidentais cultivam a idéia que devemos reprimir o que não é correto, como se esta ação minimizasse as imperfeições, já Hemed nos chama à reflexão para nos conscientizarmos e buscarmos integrar as polaridades: negativas e positivas. Acolher o que não é positivo para descobrir o seu papel na nossa existência.
Jesus, quando esteve entre nós, pregou aos pecadores, pois esses já reconheciam suas mazelas e buscavam se renovar. E nós, o que temos feito das nossas imperfeições? Investigado quais são e qual o aprendizado que trazem, ou utilizado o método do avestruz: enterrado a cabeça no chão para não ver?
A Reforma íntima passa pela observação das ações positivas e negativas, sem culpa, mas com absoluta responsabilidade.

Fernanda Ramos Martins

Anúncios
Esse post foi publicado em Tirinhas. Bookmark o link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s