Amor e Ódio

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“O ódio é o amor que enlouqueceu de mágoas.” (Vitor Hugo)

Nelson Mandela dizia que “ninguém nasce para odiar outra pessoa…”, sendo assim, aprendemos a odiar? Mas como? Por quê?

Como chegamos ao ponto de carregar tal sentimento dentro de nós, como ele se constrói?

Suponhamos que estamos em uma sala da qual não gostamos muito, e todos os dias ao estar nela, olhamos e identificamos algo de que não gostamos: uma mesa, uma cadeira, um sofá, e assim segue. Todos os dias vamos nutrindo esse olhar de desgosto, uma ausência de vontade de fazer mudanças, de trocarmos a mobília de lugar, de limpar os vidros, lustrar os móveis, de varrer o chão, de aspirar o pó, e por fim borrifar o ar com um cheirinho gostoso de lavanda.

Ao contrário, vamos deixando entrar mais poeira, não mudamos nada de lugar, mesmo que isso nos incomode. Com o tempo a sujeira aumenta, há o desgaste da mobília e naturalmente da sala, tudo se deteriora. O desgostar permitiu que chegasse a esse ponto.

É assim conosco. Tomemos a nós mesmos como essa sala. Primeiramente não estamos contentes conosco, com o que somos, com o que fazemos, ou deixamos de fazer. Os móveis, as cortinas, o tapete, as almofadas, os enfeites são nossos sentimentos, nossas emoções. Então alguém fala ou faz algo de que não gostamos, ou mesmo age de uma forma que nos sentimos agredidos, outro se esquece de nos parabenizar em uma data significativa para nós, e assim vamos enchendo a nossa sala, ou melhor, a nossa mente, com todo esse desgostar, o nosso entulho.

Ficamos lotados com tantos sentimentos sufocantes que chegam ao ponto da deterioração, da mágoa. E essa dor que lacera os sentidos, nos enlouquece, tira o oxigênio do nosso coração, a razão dá lugar ao ódio, e esse obstrui o sopro da vida que há dentro de nós.

Não permitamos que os pequenos dissabores do dia a dia sejam inquilinos do nosso corpo, injetando nódulos negros a sugar nossas energias.

Devemos cuidar para mantermos a nossa sala limpa, sempre arejada, repleta de música, ensolarada. Que risos tomem o ar, que as flores da amizade floresçam sempre em nossas floreiras, que borboletas coloridas volitem em seu interior, tudo isso a nos inspirar devaneios de luz e amor.

Mandela ainda nos diz que “as pessoas aprendem a odiar, e se o podem fazer, também podem ser ensinadas a amar, porque o amor é mais natural no coração do que o seu oposto.”

Por Cidinha.

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Uma resposta para Amor e Ódio

  1. O ódio é uma chaga que nos corrói…é um envenenamento da alma….

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