Qual a sua idade?

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Fonte: Google

“Qual seria a sua idade se você não soubesse quantos anos tem?” (Confúcio)

Existem muitas diferenças entre o mundo material e o espirital, uma das mais marcantes certamente é a idade. Não existe relação entre a idade do corpo e a idade do espírito, seria ilógico se houvesse. Se ao espírito está concedida a eternidade, o corpo raramente passa dos 80 anos (considerando a expectativa de vida atual no Brasil). A idade do corpo é biológica (orgânica), e a idade do espírito é cronológica (temporal).

Nosso corpo, feito de matéria pertencente ao Planeta Terra, nossa casa atual, começa a morrer no momento que nascemos. Nossas células e funções orgânicas estão programadas para esse momento da vida espiritual: a morte do corpo. Como um instrumento que recebemos para trilhar nosso aprendizado na Terra, devemos cuidar desse corpo, aprender com a influência do tempo sobre ele (o corpo) as lições típicas de cada fase da vida e dos desafios próprios que cada corpo que recebemos nos oferece. Mas centrar nossa vida sobre o corpo, e considerar que as limitações do corpo são nossas limitações, seria como considerar a roupa que usamos mais importante que nós mesmos.O corpo tem duração pré-estabelecida, fragilidades e demais limitações próprias da ferramenta que é, além de ser programada, a cada encarnação, conforme a necessidade de aprendizado do espírito.

O espírito por outro lado não é composto de matéria e, portanto, não está sujeito e nenhuma das limitações do corpo. Logo, se o corpo morre, a alma não. Então a morte não é o fim e a idade não é justificativa para a estagnação. Nunca se é jovem demais ou velho demais para evoluir, aprender. Aliás, quantas são as pessoas que não se sentem com a idade biológica que seus corpos atestam? São idosos que se sentem jovens, jovens que se sentem idosos. Uns se sentem anos mais velhos, outros se sentem anos mais novos. É o conflito entre a idade do corpo e a do espírito. Cabe ao espírito compreender essa ligação, corpo e espírito, e utilizar cada desafio para progredir, cada limitação para evoluir.

A Doutrina Espírita, além de nos presentear com o conhecimento sobre a diferença entre a idade cronológica (do espírito) e a biológica (do corpo), também nos informa que o ciclo da vida é diferente do popularmente conhecido: nascer, crescer, se reproduzir e morrer, esse é o ciclo da vida do corpo. Para nós, espíritos imortais, a morte não é o fim, mas uma passagem do plano material para o espiritual. No túmulo de Kardec, que fica no Cemitério do PèreLachaise em Paris, lê-se “Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sempre, tal é a lei”. Não há espaço para a estagnação no Espiritismo. Sempre é tempo de progredir, pois tal é a lei.

Por June Alves

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Sobre junealves

Virginiana fresca, leitora compulsiva de rótulos, aspirante a turista quase profissional, adora um bom restaurante, aprendiz de investidora, louca por produtos de beleza, consumista consciente que tem o hábito de consertar roupas e acessórios. Facilmente comprável com caixinhas, quadrinhos, livros e filmes.
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