Falar ao vivo

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Fonte: Google.

“A quem mais amamos, menos sabemos falar.” (Provérbio inglês).

Este provérbio veio-me com ensejo para aprofundar o distanciamento advindo  da facilidade tecnológica. Hoje contactamos alguém rapidamente, compreendo seu lado benéfico quando ajuda em possíveis soluções para determinadas questões, mas quando me atenho no cenário interpessoal minha opinião em relação ao imediatismo tecnológico torna-se um tanto antipática. A instantaneidade com que dizemos coisas via redes sociais, e a superficialidade com a qual nos relacionamos nestes meios me assusta, até por vislumbrar os conflitos gerados com tanta impulsividade.
A aproximação física proporciona uma série de reações corporais que a mente interpreta imediatamente criando dados que conceituam uma pessoa. Ao eliminarmos tal processo a análise restringe-se em como ela se expressa textual ou graficamente, percepções subliminares perdem-se extinguindo a fala, excluímos parte importante da personalidade.
Ao menor contato íntimo travamos no cárcere criado por telas e teclas, sem saber como proceder em uma comunicação sem likes ou emotions, por completa inabilidade em declarar sentimentos ao vivo, olhos nos olhos. Tanta proximidade internética, ainda que constante, atrofia a beleza da troca de impressões e energias que só um bom diálogo em loquo pode gerar! Consequentemente agiganta-se o pavor de revelarmos quem somos abertamente, impossibilitando que o verdadeiro afeto se manifeste, ao ponto limitante de ocultar sentimentos, bloqueando sensações e por fim frustrando verdadeiras relações.
Quem sabe a solução para este entrave seja economizarmos caractéries e esbanjarmos abraços presenciais para assim equilibrar nossa dose necessária de aproximação e afeição, refiro-me àquela na esfera da realidade. É preciso dizer que se ama sem subterfúgios, palavras saindo dos lábios e do coração. Tudo convivendo em perfeito equilíbrio para uma vida saudável em toda sua amplitude!

386. Dois seres que se conhecem e se amam podem se encontrar em outra existência corporal e se reconhecer?
– Reconhecer-se, não; mas podem sentir-se atraídos um pelo outro. Freqüentemente, as ligações íntimas fundadas numa afeição sincera não têm outra causa. Dois seres aproximam-se um do outro por conseqüências casuais em aparência, mas que são de fato a atração de dois Espíritos que se procuram na multidão.
 
386.a Não seria mais agradável para eles se reconhecerem?
– Nem sempre; a lembrança das existências passadas teria inconvenientes maiores do que podeis imaginar. Após a morte, se reconhecerão, saberão o tempo que passaram juntos. (Veja, nesta obra, a questão 392.)
 
387. A simpatia vem sempre de um conhecimento anterior?
– Não. Dois Espíritos que se compreendem procuram-se naturalmente, sem que necessariamente se tenham conhecido em encarnações passadas.

388. Os encontros que ocorrem, algumas vezes, e que se atribuem ao acaso não serão o efeito de uma certa relação de simpatia?
– Há entre os seres pensantes laços que ainda não conheceis. O magnetismo é que dirige essa ciência, que compreendereis melhor mais tarde.
Livro dos Espíritos, Parte Segunda, Capítulo 7 – Retorno à vida corporal

por Alexandra Paes

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