Trabalhador da vinha terrena

trabalhadores

Os Operários, 1933, Tarsila do Amaral.

Guilherme e Jonas tiveram as mesmas oportunidades e infortúnios na vida, ambos criados pelos pais modestamente, entretanto sem nunca lhes faltar o essencial para que fossem homens dignos e honesto. Um fato mudou suas histórias em definitivo, o pai deles faleceu de doença inesperada e fulminante. Jonas, não deixava de sentir falta do pai, mas tratou de cuidar das tarefas que ele não pode concluir, sentia-se grato pela chance de retribuir o carinho ofertado até então, e por também tornar menos penosa a perda da mãe. Guilherme porém, inconformado com a inesperada partida, iniciou culpando Deus por não ter solucionado a enfermidade do pai, logo a diante culpou a mãe por não ter dado atenção suficiente para a saúde paterna e por fim concluiu que a vida sempre lhe fora cruel e mesquinha, que nunca possuíra tudo que desejava, portanto não valia a pena seguir tentando. Enveredou-se pelos vícios, procurou prazeres instantâneos e efêmeros que o consumiram em pouco tempo. Jonas a seu turno, seguiu em frente tendo fé e esperança. Teve outros dissabores, claro, mas sempre se reergueu com otimismo para um futuro ditoso!
Os dois eram trabalhadores da última hora, como Jesus bem nos ilustrou, contudo na primeira dificuldade um deles resolveu não mais continuar no trabalho, se aborreceu com o esforço do labor, com o Senhor da vinha, com os companheiros de luta, enfim, deu suas pessoais justificativas para não prosseguir com o que havia acertado anteriormente. O outro porém, até afligiu-se com a queda mas não se manteve prostrado no inconformismo, ergueu-se em auxílio ao próximo e a si mesmo!
No capítulo XX item 2 do ESE nos é colocado a seguinte reflexão: “Bastar-lhe-á dizer à última hora: Senhor, empreguei mal o meu tempo; toma-me até ao fim do dia, para que eu execute um pouco, embora bem pouco, da minha tarefa, e dá-me o salário do trabalhador de boa vontade? Não, não; o Senhor lhe dirá: “Não tenho presentemente trabalho para te dar; malbarataste o teu tempo; esqueceste o que havias aprendido; já não sabes trabalhar na minha vinha. Recomeça, portanto, a aprender e, quando te achares mais bem disposto, vem ter comigo e eu te franquearei o meu vasto campo, onde poderás trabalhar a qualquer hora do dia”. O Espírito Constantino nos elucida que a compaixão divina nos dará sempre meios para galgar novas escalas evolutivas, mas cabe a nós o esforço da persistência diante das circunstâncias inesperadas da vida. Todos nós teremos nosso pagamento, por igual porque Deus não faz distinção entre seus filhos, mas para poder receber é necessário trabalhar com empenho e retidão, sem titubear diante das pedras, que em algumas ocasiões, estarão pelo caminho!

Por Alexandra Paes
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