Vamos com calma, para seguir adiante 

Fonte: Google

Como um vírus em larga escala de contaminação, a impaciência tem nos avassalado os sentidos e a razão sem deixar a menor brecha para reflexões e análises mais criteriosas. A instantaneidade nas resoluções dos problemas tem acelerado nossas respostas internas para tudo, não permitindo que a mínima hesitação faça parte do processo de execução das práticas cotidianas. Isso não só tem aumentado o nível de intolerância à qualquer conversa mais prolongada sobre algo, como tem fomentado atritos totalmente dispensáveis muitas vezes de assuntos banais que anteriormente eram debatidos com maior naturalidade.
A convivência com os que nos cercam é de fundamental importância para nosso aprimoramento espiritual. É com ela que exercitamos a compreensão de situações pouco trabalhadas em nosso interior, vivencias que nos adaptam a fatos anteriormente tão difíceis de lidar… Nosso amadurecimento perante a coletividade somente será possível com o aperfeiçoamento da paciência e do amor, começando com pequenas doses de compreensão e escuta tranquila, mesmo nas provações e contrariedades que nos cercam diariamente.
Em o L.E parte III capítulo XI , intitulado Da lei de justiça, de amor e de caridade – Caridade e Amor do Próximo, nos é esclarecido sobre a importância de exercitar a paciência, uma forma de caridade, pergunta de Kardec na questão 886: Qual o verdadeiro sentido da palavra caridade, como a entendia Jesus?, em que respondem os espíritos: Benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições alheias, perdão das ofensas. Por fim Kardec conclui comentando a questão: O amor e a caridade são o complemento da lei de justiça, porque amar ao próximo é fazer-lhe todo o bem possível, que desejaríamos que nos fosse feito. Tal é o sentido das palavras de Jesus: “Amai-vos uns aos outros, como irmãos”.
Paciência parece remédio amargo, até pode vir a ser de difícil ingestão, de fato recuar na nossa percepção das coisas ou dar espaço para uma forma mais estendida de entendimento, pode gerar desconforto a princípio, mas quando aqui retornamos foi exatamente para aprender e/ou aprimorar a convivência fraterna. Tenhamos fé que tudo fluirá para a maior e mais satisfatória confraternização possível, com respeito e amor!

Por Alexandra Paes 

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