Ligações Eternas

Fonte: Google.

Dois mil e dezenove iniciou repleto de perdas significativas no contexto brasileiro. Despedidas terrenas repentinas que causaram perplexidade e tristeza, dando-nos a impressão que o ano começou pesado demais. De fato desastres de toda ordem ceifaram vidas a nosso ver prematuramente, porém em todos os anos e momentos de nossa história pessoas partem a todo instante. É um amigo que se vai inesperadamente em um acidente, é um parente que sucumbe a uma doença grave, é um anônimo que morre em um assalto, e em todos os casos para as pessoas próximas, as perdas são dilacerantes e o ano do ocorrido inesquecível. Não quero aqui de maneira alguma minimizar as idas dolorosas que presenciamos nos últimos tempos, ao contrário, quero enfatizar sobre a brevidade da estadia na Terra e como cada um tem seu momento doloroso de despedida. Por mais que a Doutrina Espírita nos esclareça que o adeus é um até breve, a tristeza da perda é sem sombra de dúvida algo difícil de processar por um longo período, ou para muitos, uma dor para o resto da existência no orbe. 

Mas o ponto importante a ser exposto é que devemos significar nossas relações cotidianamente para que na despedida, inevitável para todos nós, possamos trazer conosco as boas lembranças de um convívio amoroso e único, de laços indissolúveis que perpetuarão na vida além-túmulo, mantendo recordações alegres a nos aquecer o coração quando a saudade pesar em demasia. Constantemente somos alertados por mensagens e textos sobre a relevância de expressar nossos sentimos, mas creio que um simples pronunciar de “eu te amo” não resolverá a questão, devemos demonstrar com ações e atitudes a amorosidade latente em nós por um trato gentil e carinhoso, fazendo com que o outro realmente entenda que é amado e querido, ainda que não digamos nada verbalmente. Proclamo que amemos mais e amemos a todos, para que ao findar a jornada tenhamos a certeza que vivemos plena e verdadeiramente deixando bons sentimentos nas mentes eternas de tantos que nos compartilharam a caminhada

Por Alexandra Paes

“A saudade pura não encontra distância no espaço, nem no tempo, criando de tal sorte um vínculo que, mesmo as almas estando separadas, se sentem unidas pela força do amor.”

Francisco de Assis
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