Sem amarras

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L.E. 392. Por que o Espírito encarnado perde a lembrança do seu passado?
— O homem nem pode nem deve saber tudo; Deus assim o quer na sua sabedoria. Sem o véu que lhe encobre certas coisas, o homem ficaria ofuscado como aquele que passa sem transição da obscuridade para a luz. Pelo esquecimento do passado, ele é mais ele mesmo.

É dito comum e acertadamente no meio espírita sobre a valia do esquecimento ao reencarnar. Nos é concedido para facilitar o cumprimento de nossas tarefas terrenas, por exemplo no trato com antigos desafetos para que tornem-se afetos nesta nova tentativa. Trazendo à baila tal definição às experiências desagradáveis contraídas nesta atual existência carnal, será que o esquecimento das faltas também não traria os mesmos ou melhores benefícios dos já supracitados? Concluí que se conseguíssemos esquecer tanto nossos deslizes como os que nos foram cometidos, o caminhar evolutivo seria bem mais ligeiro. 
Evidentemente é necessário esforço, porque esquecer é abdicar de guardar mágoas como recordação. Ao reprisar acontecimentos desagradáveis sem nenhum objetivo educativo intencional, estamos por realimentar tristezas perdidas no tempo. E o que fazer com tantos desgostos, se não apenas nos aprisionarmos cada vez mais no sofrimento! O esquecimento é solução fundamental para alcançar a cura interior, libertando o psiquismo do cárcere da angústia e da vingança. 
No Código Penal brasileiro, em seu art. 93, nos é esclarecido a importância do esquecimento para reinserção à sociedade: “A reabilitação alcança quaisquer penas aplicadas em sentença definitiva, assegurando ao condenado o sigilo dos registros sobre o seu processo e condenação”, para que este não seja perturbado por anteriores aliados ou adversários em seu retorno ao convívio, tendo claro cumprido sua penalização. Se assim é analisado pela nossa lei humana, por qual motivo nos consumimos em penitências ou condenação eternas e renegamos o direito irrefutável do recomeço!? 
Procuremos recuperar nosso equilíbrio deixando para trás o que passou e não pode, ou não deve, ser revisitado. Aprender com os fatos, esquecer e recomeçar, pode ser uma benção também desde já!

Por Alexandra Paes 

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